Perigos da Comunicação

Era mais um dia de aula, a princípio comum, mesma rotina de aulas, movimentação no intervalo, e tudo parecia normal. Mas não estava. Rodava pelos grupos de WhatsApp uma imagem: uma foto no espelho, uma menina expondo o corpo.

Uma aluna chorava na sala da coordenadora. Agora não tinha o que fazer.

Material digital não se apaga, não tem devolução. A internet não esquece.

Essa historinha é mais comum do que parece e acontece cada vez mais cedo. Crianças tem acesso ao celular e aos aplicativos, sendo o WhatsApp o mais utilizado de todos para comunicação entre eles.

O que poderia ser um avanço na comunicação, toma outros rumos por falta de orientação.

Para começar a idade mínima de uso não é respeitada: 16 anos. Envolve mais maturidade saber o que dizer e o que compartilhar pelas redes sociais, ao invés disso, crianças e pais, se envolvem em grupos com o objetivo de facilitar a comunicação, mas o uso que fazem contradiz esse intuito.

É na escola que a situação dessa comunicação,  se potencializa: de um celular para outro, de uma amiga para outra e de repente, está no grupo da classe e viraliza.

Uma campanha no Canadá  feita pela “Children of the street Society” foi criada para ajudar as crianças e adolescentes a se conscientizarem sobre o nível de exposição, comunicação e perigo ao compartilharem imagens pessoais.  Muitos pais têm abandonado seus filhos nesse mundo virtual, não acompanhando, nem orientando sobre os riscos e perigos da comunicação e da internet.

Confira esse vídeo de 30 segundos.

As perguntas são:

1 – Tem certeza que você quer enviar essa foto?

(      ) Cancelar                   (      ) OK

2-  E permitir o acesso aos seus momentos mais íntimos?

(       ) Permitir                   (       ) Não permitir

3-  Mesmo que ele venha a ameaçar mostrar para todas as pessoas que você conhece?

(      ) Confiar                      (     ) Não confiar

4- Enquanto pode ficar exigindo mais e mais imagens?

(     ) Aceitar                        (     )  Não aceitar

 

“Extorsão sexual não vem com avisos de segurança”

 

De alguma forma, hoje o celular se tornou o aparelho mais desejado para pais e filhos, por ser tão atraente, útil, multifuncional, todos nos tornamos dependentes dele.

No caso das crianças, sem orientação, é como entregar a chave de um carro e deixar a criança escolher onde quer ir.

O que podemos fazer?

Cabe a escola assumir o papel de orientar o uso do celular no aspecto da comunicação, conscientização e da prevenção sobre o uso indevido.

  1. Crie momentos para abordar o tema dentro do contexto da sala de aula: meios de comunicação, linguagem, história, entre outras disciplinas.
  2. Crie momento sem o uso do celular, para que os alunos possam perceber as diferenças entre o contato real e o virtual.
  3. Alerte os pais sobre os riscos do uso contínuo das telas: problemas de visão, ansiedade pelos estímulos dos aplicativos, especialmente as redes sociais, dificuldade de concentração e foco.

 

Referências:

https://www.childrenofthestreet.com/

 

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