Ameaças do mundo virtual

Agora uma nova personagem assombra crianças e pais: momo. Uma personagem de olhos esbugalhados, cabelos pretos e escorridos, que lembram uma personagem de filme de terror.

Fato ou boato?

 

De acordo com relatos (ou será boatos), a tal da momo, dá aparece de forma misteriosa para as crianças, enquanto essas assistem inofensivos desenhos animados no Youtube , ou enviam mensagens no whatsapp sobre mutilação e até suicídio. Ainda ameaçam as crianças que não cumprirem as ordens, afirmando que irão atrás delas, estilo bicho papão mesmo.

Quanto impacto isso pode causa na vida das crianças?

Sabemos da influência de desenhos, personagens e jogos na vida, não só dos pequenos, mas de todos. O ambiente nos influencia, a cultura nos influencia, as pessoas também.

A cada nova onda de ameaças, nos sentimos mais vulneráreis. Ainda mais quando essa ameaça está tão próxima, a uma tela de distância.

Desafios como a Baleia Azul, que supostamente levavam adolescentes e jovens a cumprir desafios e por fim tirar a própria vida, nos deixam em estado de alerta.

O quanto dessa ameaça é real?

Não podemos ignorar esses fatos ou boatos, especialistas alertam do perigo real que a internet oferece, abrindo o mundo para as crianças, no lugar que consideramos mais seguro: nossa casa.

3 Dicas para lidar com essas situações:

  1. Recomenda-se o uso da internet e redes sociais a partir dos 13 anos, quanto mais tarde melhor, visto que o adolescente tem mais maturidade que uma criança para discernir opções reais de algumas brincadeiras.
  2. Converse sobre a influência que recebemos do nosso meio: TV, Internet e pessoas. Aborde o tema de forma natural e apropriada para a faixa etária, sem precisar criar histerismo ou pânico.
  3. Acompanhe o uso do tempo de seu filho: se acaso fica nos jogos, que tipo de jogo, por quanto tempo, como se sente ao jogar, ao sair, ao perder, enfim, observe. Delimite tempo para o uso de acordo com a idade. De acordo com as orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria, deve-se limitar o acesso à internet para, no máximo, uma hora por dia para crianças de 2 a 5 anos; proibir o computador no quarto de crianças de até 10 anos; ensinar a bloquear mensagens ofensivas ou inapropriadas. Sempre acompanhar o que o filho assiste e publica na rede, principalmente as crianças menores de 6 anos.

Lembrar que como adultos, somos os maiores exemplos para as crianças: não adiantar falar para não usar o celular, e não lagar o seu. Pedir para desligar a TV, mas ficar colado na hora do Jornal. Deixar a criança com o celular para ficar ‘quietinha’ no restaurante ou no carro. Precisamos interagir mais, com livrinhos, musiquinhas, resgatar as brincadeiras que fazíamos quando éramos crianças. A vida não acontece nas redes sociais. Desconecte-se e reconecte-se com a sua família.

 Viva com mais emoção e menos conexão.

Faça parte da nossa Lista Vip
Invalid Input
Informe seu nome :)
Email invalido