Quando orientar e quando decidir pelos filhos?

Quando os bebês nascem, são totalmente dependentes. O bebê humano, na natureza é o “filhote” que depende de seus pais por mais tempo, mas também é aquele que tem maior potencial.

Se compararmos com os animais na natureza, vemos pais bem protetores e que ensinam as habilidades de sobrevivência aos seus filhotes e quando estão aptos, são por assim dizer, “empurrados do ninho”. Dessas lições saem algumas expressões por exemplo, como “ninho vazio”, momento em que os filhos deixam os lares e os pais ficam sozinhos.

Quem está vivendo com os filhos na fase infantil, sabe do desgaste físico e emocional que essa fase representa, o tempo todo a supervisão das atividades, reforço nas regras de conduta, construção da autonomia e primeiros passos em direção a independência. Esse ainda é um momento em que os pais praticamente decidem a vida dos filhos: onde vão estudar, quais serão as atividades de lazer, onde serão as férias, atividades extracurriculares, etc.

Na adolescência, porém começa a transformação e as mudanças físicas. As alterações hormonais modificam o corpo e o comportamento daquela que era uma criança mais dócil e sujeita as suas decisões.

Faz parte do processo, questionar as regras, valorizar mais a opinião do grupo, brigar pelos direitos, pela liberdade e pela autonomia. Chegou o momento de negociar: horários, compromissos em família, viagens, atividades extracurriculares e etc.

Aquilo que for valor para os pais, deve ser decidido pelos pais, por exemplo, horário de voltar para casa depois da festa, não utilizar bebidas alcoólicas, não dirigir sem habilitação, isso não tem negociação, é a decisão dos responsáveis, no caso, dos pais.

A orientação é no sentido das escolhas: amizades, cursos, faculdade, experiências com amigos e outras que os jovens irão tomar e isso diz respeito a crescer e aprender. São as primeiras frustrações nos relacionamentos, nas amizades, na própria performance e mais.

Nessa fase, a orientação é o momento mais importante, por isso crie momentos especiais com os filhos, fazendo coisas que eles gostam, pode ser jogar videogame, passear no shopping, ver as redes sociais, vídeos, acompanhar as atividades que são importantes e significativas para eles. Aproveite para comentar, orientar o comportamento, mostrar consequências as das escolhas.

E assim como as outras fases, a adolescência também passa e logo se tornam adultos. E quando as relações são cultivadas com amor e respeito, perduram por toda a vida e são a base de todas as famílias ao longo do tempo. Que sejam essas as referências para a sua relação com seus filhos hoje: amor e respeito.

 

 

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